quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O Poema da Ancestralidade

Ancestralidade


Ouça no vento O soluço do arbusto:
É o sopro dos antepassados.

Nossos mortos não partiram.
Estão na densa sombra.


Os mortos não estão sobre a terra.
Estão na árvore que se agita,
Na madeira que geme,

Estão na água que flui,
Na água que dorme,
Estão na cabana, na multidão;



Os mortos não morreram...
Nossos mortos não partiram:
Estão no ventre da mulher
No vagido do bebê
E no tronco que queima.

Os mortos não estão sobre a terra:
Estão no fogo que se apaga,
Nas plantas que choram,
Na rocha que geme,
Estão na casa.



Nossos mortos não morreram :



E POR ISSO QUE SEM PASSADO, NÃO TEMOS FUTURO E SEM ASESE
NÃO TEMOS CONTINUIDADE...............


2 comentários:

restart disse...

esse poema mim ajudou para um trabalho da escola de ensinio religioso sobre a ancestralidade.

Cátia Amélia disse...

Amigo e irmão querido......

Deixar para trás,
o que não nos importou,
o que não nos importa mais

Viver e acreditar,
almejar e sonhar,
se dar um pouco de sí,
viver sem medo de sorrir

Cultivar a esperança,
de peitos abertos a ela se entregar,
ter a alegria de uma criança,
e nos rios da vida navegar

E assim prosseguir, viver,
sem medo de perder ou ganhar,
pois a vida só faz valer,
para aqueles que tem coragem de sonhar.

Beijão da amiga e irmã Cátia
http://catiaartesmanuais.blogspot.com/